Segundo especialista, o afeto é um importante aliado na formação do cérebro e no desenvolvimento das funções que usamos para aprender

 

Muita gente não sabe, mas a qualidade do relacionamento afetivo entre quem ensina e quem aprende contribui para o desenvolvimento cognitivo. Por mais que soe esquisito, é isso mesmo… E, melhor ainda, isso é válido para todas as idades.

Segundo Solange Jacob, especialista em habilidades cognitivas e diretora pedagógica da franquia SUPERA Ginástica para o Cérebro, há uma relação direta entre emoção e cognição, porque a qualidade das conexões neuronais começa a ser garantida no início da vida, justamente no período de construção de apego seguro.

Estudos demonstram que é durante a primeira infância que o cérebro humano desenvolve a maioria das ligações entre os neurônios. Até os 3 anos de idade, as cerca de 100 bilhões de células cerebrais com as quais uma criança nasce desenvolvem 1 quatrilhão de ligações.

“Quanto melhores são as condições para o desenvolvimento durante a Primeira Infância, maiores são as probabilidades de a criança alcançar o melhor do seu potencial, tornando-se um adulto mais equilibrado, produtivo e realizado”, declara a especialista.

O dono da franquia, Denis Coutinho, é um exemplo de afeto em pessoa. Com dois filhos pequenos para sustentar e educar, entrega seu coração à sua equipe de profissionais e a seus alunos. O afeto fica visível nas atividades que realizam na escola: todos os educadores têm carinho na hora de ajudar o outro a fazer coisas novas. Eles aprendem de tudo: pipa, origami, cubos-mágicos e até cálculo mental com o ábaco, principal instrumento do método Supera.

“Com carinho, atraímos as pessoas e mostramos a elas que é fácil aprender. Todo mundo quer atenção quando enfrenta desafios. Desse jeito, nem sentimos que estamos trabalhando. Temos a sensação de estar ajudando pessoas”, declara o empreendedor.

O desenvolvimento de vínculos emocionais é importante porque proporciona uma base para as outras áreas do desenvolvimento. O aluno que é satisfeito consigo mesmo e com os outros tem mais facilidade e disposição para aprender.

Desenvolver o apego seguro é dar a oportunidade de desenvolver a habilidade de enfrentar o estresse emocional causado no cérebro diante da dificuldade de aprender.

Quais são as consequências da falta de afeto nesta faixa etária?

O rápido crescimento e desenvolvimento do cérebro é modelado pela experiência, à medida que o bebê aprende a se envolver em interações cada vez mais complexas com as pessoas e com o ambiente.

De acordo com Solange Jacob, a carência de afetividade não determina necessariamente que o indivíduo tenha uma regressão, apenas irá desenvolver sua capacidade intelectual de uma forma mais lenta e diferenciada.

A especialista cita pesquisas de longo prazo que comprovam: quando o vínculo estabelecido é fraco na primeira infância (principalmente de 0 a 3 anos), a criança se torna propensa à violência e problemas de conduta na infância e adolescência.

A resposta em relação ao trauma e a negligência variam de acordo com diferenças individuais, mas comprovadamente impactam no que as crianças são e no que podem se tornar: apáticas, retraídas ou deprimidas, com tendências agressivas e irritáveis.

Estas e outras questões podem ser respondidas por Solange Jacob, da escola de ginástica para o cérebro que tem uma rede em todo Brasil. A metodologia utiliza apostilas, dinâmicas e jogos para desenvolver habilidades cognitivas.

Solange Rolim Lous Jacob

Cientista Social com foco em Educação pela Universidade de Madri|FLACSO Argentina. Mestranda em Processos Cognitivos pela Universidade de Validolid, Espanha. Especialista em Intervenção Cognitiva e Aprendizagem Mediada.

 

Leticia Maciel – comunicacao@metodosupera.com.br
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