good-1123013_1280Fazer o bem, ajudar uma pessoa em necessidade, ser um ombro amigo, escutar e acolher são ações que precisamos escolher fazer. São atitudes que fazem parte da pessoa que queremos ser.

Agora a pouco, ouvindo novamente uma palestra da Monja Coen, ela relembrou uma fala de Dalai Lama, que disse que nem sempre a compaixão é algo visceral. Precisamos escolher nos importar.

Estudos recentes também demonstram que o nível de empatia pode cair muito em função de preconceitos em relação a grupos. Falando mais diretamente, o sentimento de empatia é muito maior quando consideremos o sofrimento dos “iguais” do que o dos “diferentes”.

Outro dado interessante é que somos mais propensos a sentir empatia quando agir em função dela nos exige pouco dinheiro ou tempo. Por isso, nos sentimos mais motivados a auxiliar uma criança com problemas do que um grupo delas, quando deveria ser o contrário se considerarmos uma perspectiva humanitária.

Mas o fato que fica cada vez mais claro, através de inúmeros estudos científicos sobre o comportamento humano, é que todos os seres humanos, inclusive os assassinos e psicopatas, são capazes de sentir compaixão e empatia, e antes de mais nada são escolhas que fazemos. E escolha pressupõe um nível de consciência e, neste caso, entendermos que somos interdependentes seria básico.

O termo “somos um” tem sido muito utilizado e é muito fácil de ser dito quando estamos entre amigos, os que nos parecem iguais, ou após uma grande conquista em conjunto. Porém, o seu significado mais profundo se dá quando realmente estendemos as mãos, o corpo e a alma aos que consideramos diferente, em situações difíceis.

É preciso enxergar a TODOS os seres vivos, como uma extensão de nós mesmos. E se fosse assim na prática, não veríamos mais tanto sofrimento nas ruas.

Escolher a empatia e a compaixão é não ignorar o sofrimento do outro, independente de sermos capazes de senti-lo. Escolher ser UM irá eliminar a dor e a injustiça no nosso quintal e nas ruas pelo mundo afora. E como prega a teoria ontológica, quem sabe um dia, nos tornaremos também por dentro o mundo que construirmos fora de nós. A escolha é nossa.


Also published on Medium.