Quando comecei o meu blog em 2009, iniciei muito despretensiosamente, embora o nome exprimisse mais do que isso. ‘No Divã com Carol’ nasceu da minha vontade de compartilhar pensamentos, poesias, causos, ideias, opiniões, provocar reflexões, polêmicas e questionamentos. Naquela época, o auge da internet em termos de rede social era o Orkut, extinto e ‘implodido’ com a ‘explosão’ do Facebook nos anos de 2004 e 2005.

Queria apenas um canal para me expressar e fazer aquilo que mais gosto na vida: escrever. Meu primeiro post foi ousado e provocativo: ‘Inveja: todo mundo tem, mas ninguém assume’. No primeiro ano, 2009, esse post teve 15 visualizações. Naqueles dias, um número de respeito, uma vez que a experiência do atual marketing digital começava a engatinhar no Brasil.

Surpreendentemente, as visualizações foram num crescente: em 2010, esse mesmo texto teve 83 visualizações, passando para 130, em 2011, e 224, em 2012. Mas o meu campeão de audiência foi uma exposição pessoal sobre o motivo da mulher, no imaginário popular, gostar de apanhar. O post ‘Mulher gosta de apanhar …’ teve logo de cara, em 2010, 270 visualizações, passando para 664 no ano seguinte , 1.185 em 2012, atingindo 1,3 mil pessoas em 2013. Isso levando em conta que parei de escrever em 2011. Fiquei surpresa. Os motores de busca do Google já estavam a todo vapor e, mesmo sem saber, já usava as técnicas de SEO, tão proclamadas hoje em verso e prosa.

Porém, o que me dava prazer e gás para escrever mais eram os comentários que recebia. É gratificante perceber que não estamos sozinhos nessa jornada da vida quando os assuntos são nossas experiências pessoais. Somente crescemos quando o ‘outro’ nos dá o ‘espelho’ e nos obriga a questionar diante da imagem refletida. Meu último post em 2011 foi sobre o que considero o maior desafio em os pais enfrentam: libertar o filho.

Parei porque minha entrega à maternidade naquela época foi absoluta e total. Durante alguns anos fui a mãe mai feliz e realizada da face da terra. Mas esse abandono da minha ‘profissional’ e da minha ‘mulher’ me custou uma depressão profunda, que quase acabou com a minha vida. Uma poesia, ‘O mar, a onda e a marola…’, publicada no dia 25 de março deste ano marcou a minha retomada a mim mesma, seguida dos posts: ‘Quando as perdas se tornam insuportáveis’ e ‘O medo do dique romper paralisa a vida’.

Nova fase, novos rumos, novos sonhos. Caminho para completar 50 anos cheia de energia, vitalidade, planos, expectativas, esperanças e muita fé na vida e no ser humano. Entre os meus principais compromissos em 2017 estão o resgate da minha ‘mulher selvagem’ e da minha eterna escritora, e o pacto de voltar a costurar e compor com cada texto uma colorida colcha de retalhos chamada vida.

Se você também está entrando nesta maravilhosa fase da vida, em que os ‘cinquentões’ estão botando para quebrar como nunca antes ocorreu, junte-se aos bons, e vamos partilhar de nossas experiências, trocar juras de amor e deitar o ‘sumo da vida’ que escorre de nossa alma madura. Visite o blog e me acompanhe no site Total Idade. Muito prazer em conhecê-lo (a).

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