Cientistas da Claremont Graduate University estudaram os efeitos do hormônio ocitocina (produzido no cérebro) em voluntários que deveriam decidir se davam ou não dinheiro a estranhos.

Segundo os pesquisadores, aqueles que receberam o hormônio ofereceram 80% mais dinheiro que aqueles que tomaram um placebo.

Para Paul Zak, chefe da equipe que realizou o estudo, o resultado mostra que, apesar de os seres humanos serem inerentemente altruístas, eles também são generosos quando sentem empatia.

“É a empatia que nos faz abrir a carteira e ajudar estranhos generosamente”, explicou o médico. “A ocitocina afetou de maneira específica e intensa a generosidade no cérebro dos voluntários, quando eles foram levados a pensar sobre os sentimentos de outras pessoas”, diz o pesquisador em entrevista à BBC.

Segundo Zak, o hormônio “acionou a alavanca da empatia no cérebro”.

Em um estudo de 2005, o médico estabeleceu uma relação entre a ocitocina e a confiança, demonstrando que o hormônio provoca uma mudança na química cerebral que tem uma importância evolucionária.

“Quanto mais confiamos e cooperamos uns nos outros, mais benefícios vamos obter juntos”, disse.

Generosidade no cérebro faz bem à saúde

O neurocientista brasileiro Jorge Moll, acompanhou a atividade cerebral de 19 voluntários numa pesquisa financiada pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos.

Cada voluntário recebeu 128 dólares e tinha que decidir o que fazer: poderia ficar com tudo ou doar para uma causa social.

Quem ficou com o dinheiro, ativou o sistema de recompensa do cérebro (mesolímbico), o mesmo que é ativado quando comemos chocolate. A pesquisa mostrou que quem doa todo o dinheiro ou parte dele, ativa o mesmo sistema cerebral de recompensa.

Uma outra parte do cérebro também é ativada nas doações, o córtex subgenual, envolvido em mecanismos de apego, afeto, de ligação entre pessoas como a relação entre mãe e filho ou nas grandes paixões.

De acordo com o neurocientista, a generosidade no cérebro é uma combinação de mecanismos de afiliação, do amor, do apego à uma ação social combinada com uma sensação prazerosa.

Essas emoções afiliativas estão na base da arquitetura dos valores. Trata-se de um sistema distribuído pelo cérebro, que envolve áreas profundas, mais ligadas às emoções, e outras regiões associadas ao raciocínio.

 

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