Nunca, jamais. Vivemos num país novo onde há pouco tempo a maioria da população era de jovens.
O Brasil era um país jovem, do futuro, diziam. A filosofia de respeitar os mais velhos como nos países orientais parece não existir do lado de baixo do Equador. Mas a realidade parece começar a mudar com o advento da tecnologia e a necessidade do conhecimento.

Mesmo com a chegada das gerações X, Y, Z e outros alfabetos rápidos e competitivos no mercado de trabalho, nada substitui a experiência não só profissional, mas de vida. Obviamente talvez sejam necessários alguns ajustes, já que a sociedade mutante dita regras com prazo de validade curto.

Percebeu que hoje se dá nome a tudo o que já se viu? É a reinvenção do mesmo. Ao que tudo indica renomear atividades, gerações e comportamentos dá um “ar de novidade”, de novo para o que conhecemos “de velhos”.

Hoje muitos brasileiros têm mais de 60 anos.

Esquisito dizer que uma pessoa de 60 anos é idosa, não é mesmo?
Em plena forma, produtivo, saudável ser rotulado com uma palavra que nos remete ao pacato, à cadeira de balanço, ao sossego da aposentadoria… Antes de tudo, é preciso reinventar a palavra e o conceito de “idoso”.

Depois, aceitar que muitos estão recomeçando exatamente aos 60. Abrindo novos negócios, cuidando da aparência e saúde e usando tudo o que aprenderam com a vida para melhorar suas conquistas profissionais, aprimorando seu talento.

Na história são incontáveis os exemplos de pessoas formando-se aos 60; prestando vestibular aos 50; pulando pela primeira vez de paraquedas aos 70. A sede de viver está dentro dessas pessoas que com os avanços médicos e tecnológicos podem seguir muitos anos conquistando, quebrando barreiras e mostrando ao mundo que há fogo sobre cinzas e sempre haverá. A frase não é mais “nunca é tarde para recomeçar”. Agora, afirmamos altivos: “sempre é tempo de começar”.

Enquanto estivermos vivos e lúcidos, temos força de trabalho e participação ativa na sociedade. Nossa missão pode ser descoberta na prorrogação do segundo tempo de uma final de campeonato, mas há de ser! E quando estivermos frente a frente conosco, a experiência será tão determinante que não importará se teremos 20 ou 70 anos.

A força de sua mente vence qualquer obstáculo. É preciso aprender a usá-la conhecendo-a.

Não existe novo ou velho, cedo ou tarde. Existe você e o mundo a ser conquistado, da maneira que for.


Artigo publicado originalmente em Arita Treinamentos, uma empresa com o objetivo de proporcionar para as pessoas a oportunidade de descobrir e utilizar seu potencial e suas competências individuais, para melhorar o desenvolvimento pessoal, profissional e qualidade de vida.