Desta vez sem chuva, os Rolling Stones abriram seu segundo show em São Paulo diante de um Morumbi com 65 mil pessoas, lotação total. E começaram a apresentação, pontualmente as 21h, com “Jumpin’ Jack Flash” no lugar de “Start Me Up”. Claro que ninguém reclamou.

Três dias de intervalo depois do primeiro show paulistano nesta turnê parecem mais do que suficiente para permitir aos roqueiros setentões uma plena recuperação física. Mick Jagger voltou a correr e pular com desenvoltura pelo palco enorme.

Keith Richards fez o primeiro solo de guitarra da noite. Os fãs enlouqueceram, ele é mesmo o Stone favorito de nove entre dez fãs da banda.

Jagger não demorou a brincar com o público com frases curtas em português. “Hoje é sábado. Vamos quebrar tudo!” A maior parte dos presentes acompanhava o show pelos dois telões de alta definição, dedicando muito carinho às aparições em close do baterista Charlie Watts, 74, dois anos mais velho do que Jagger e Richards. Bem diferente dos colegas, preserva por todo o show uma expressão tranquila, apesar do turbilhão de rock a sua volta.

Os Stones mantiveram a votação on-line pela qual os fãs escolhem uma música para o repertório de cada noite dessa turnê latino-americana. Desta vez a escolhida foi a psicodélica “She’s a Rainbow”, de 1967. Ela bateu as concorrentes “Anybody Seen My Baby?”, “Dead Flowers” e “Let It Bleed”.

Outras novidades foram as inclusões de “All Down the Line” e “Wild Horses”, ausentes no primeiro em São Paulo, na última quarta (24).

Na segunda metade do show, só hits. A reta final teve a fileira apoteótica de hinos, incluindo: “Gimme Shelter”, “Start Me Up” (essas duas debaixo de uma chuva que parou logo) “Sympathy for the Devil” e “Brown Sugar”. No bis, “You Can’t Always Get what You Want” e a indefectível, com toda justiça, “(I Can’t Get No) Satisfaction”. Uma catarse.

A turnê brasileira da banda inglesa termina na próxima quarta-feira (2), em Porto Alegre (RS).

THALES DE MENEZES

DE SÃO PAULO